Blog de Mauricio F. Pagotto
   
 
   



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DO PAULINAS ONLINE

Ano B - Dia: 24/06/2012



O nascimento de João Batista
Leitura Orante


Lc 1,57-66.80

Chegou o tempo de Isabel ter a criança, e ela deu à luz um menino. Os vizinhos e parentes ouviram falar da grande bondade do Senhor para com Isabel, e todos ficaram alegres com ela. Quando o menino estava com oito dias, vieram circuncidá-lo e queriam lhe dar o nome do pai, isto é, Zacarias. Mas a sua mãe disse:
- Não. O nome dele vai ser João.
Então disseram:
- Mas você não tem nenhum parente com esse nome!
Aí fizeram sinais ao pai, perguntando que nome ele queria pôr no menino. Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e escreveu: "O nome dele é João." E todos ficaram muito admirados. Nesse momento Zacarias pôde falar novamente e começou a louvar a Deus. Os vizinhos ficaram com muito medo, e as notícias dessas coisas se espalharam por toda a região montanhosa da Judéia.Todos os que ouviam essas coisas e pensavam nelas perguntavam:
- O que será que esse menino vai ser?
Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele.
O menino cresceu e ficou forte de espírito. E viveu no deserto até o dia em que apareceu diante do povo de Israel.


Leitura Orante
Lc 1,57-66.80 - "O nome dele é João"
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com todos que se encontram neste ambiente virtual:
Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 1,57-66.80, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
São João Batista, primo de Jesus, é o único santo que tem duas festas no calendário litúrgico. Hoje celebramos seu nascimento e no dia 29 de agosto, o seu martírio.
Zacarias, que estivera mudo desde o anúncio do nascimento de seu filho, começou a falar, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. João Batista recebeu de Deus a vocação de profeta e sua primeira profecia foi, abrir a boca do pai Zacarias. O profeta fala de Deus e faz com que os outros também falem.

A fogueira das festas juninas nos lembra o nascimento de João Batista que anunciou Jesus, "Luz que ilumina as nações".

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Pela graça do Batismo cada um de nós é profeta. Todos os batizados têm a missão de abrir a boca como Zacarias, como João Batista para apontar o Messias, Jesus Cristo. Esta é também a minha missão. Os bispos na V Conferência, em Aparecida, disseram: "Nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras." (DAp 30). Somos, portanto, profetas de boas novas.

3.Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo a Oração a São João Batista
Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima, e canonizado ainda em vida pelo mesmo Jesus Cristo que declarou solenemente não haver entre os nascidos de mulheres nenhum maior que vós; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade e selá-lo até, se preciso for, com o próprio sangue, como o fizestes vós, degolado iniquamente por ordem de um rei cruel e sensual, cujos desmandos e caprichos havíeis justamente denunciado.
Abençoai todos os que vos invocam e fazei que todos nos sejamos profetas de boas novas. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é iluminado pelo testemunho de João Batista e pelas palavras dos Bispos em Aparecida:
"Bento XVI nos recorda que: "o discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos. Discipulado e missão são como os dois lados de uma mesma moeda: quando o discípulo está enamorado de Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele salva (cf. At 4,12)." (DAp 146)

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

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Ir. Patrícia Silva, fspComentário do Evangelho

Missão profética de João e de Jesus

Os evangelhos, na medida em que procuram resgatar e interpretar memórias da vida de Jesus, apresentam semelhanças com as antigas biografias de profetas e de filósofos. O evangelho de Marcos, o mais antigo dentre os canônicos, apresenta a história de Jesus começando com o batismo de João e terminando, após a crucifixão de Jesus, com o encontro do túmulo vazio pelas mulheres. Um anexo tardio apresentará narrativas de aparições, extraídas dos outros evangelhos. O evangelho de Mateus, escrito cerca de uma década depois de Marcos, amplia a história de Jesus, apresentando, de início, narrativas relativas à concepção, nascimento e infância de Jesus, bem como, na parte final, narrativas de aparições do Ressuscitado, após o encontro do túmulo vazio. Este esquema é também adotado por Lucas.
Contudo, Lucas, de maneira original, começa seu evangelho com os anúncios das concepções de João, feitos a Zacarias, esposo de Isabel, e de Jesus, feito a Maria, apresentando, em seguida, as narrativas do nascimento dos dois. Com esta aproximação dos dois meninos, desde suas origens, Lucas procura acentuar, de maneira convincente, a íntima relação entre as missões proféticas de João e de Jesus. Esta relação é reafirmada pelos quatro evangelistas, no encontro de Jesus com João Batista, com a recepção de seu batismo, seguindo-se o início do ministério de Jesus, cujo anúncio da chegada do Reino e apelo à conversão assemelham-se aos do Batista. No Segundo Testamento, depois do nome de Pedro, o nome de João Batista é o que mais aparece nos textos, ultrapassando muito as demais ocorrências dos nomes dos próprios apóstolos.
Zacarias era sacerdote do Templo de Jerusalém. João, filho único, deveria receber o nome do pai, bem como manter a sua linhagem sacerdotal hereditária. Contudo, conforme o anúncio do anjo, o nome que lhe dão é João. Um nome diferente que já prenuncia a ruptura com o sacerdócio e com o Templo de Jerusalém. João atuará como profeta, nas regiões desérticas da Judeia, longe de Jerusalém. Chamado desde o seio materno para sua missão profética, João foi associado ao servo do livro de Isaías (primeira leitura). Ele abre os horizontes para a missão universal de Jesus, sem fronteiras nacionalistas ou raciais. João se caracteriza pelo seu batismo de conversão (segunda leitura). É a conversão à justiça, pelo que o pecado é superado. Jesus, assumindo em si todos os valores humanos, proclama a conversão à justiça como o caminho para ingresso no Reino de Deus, já presente entre nós. É o mundo novo, revestido de imortalidade e eternidade, no amor e na misericórdia.

José Raimundo Oliva

 

http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx?Data=15%2f01%2f2012&EvangelhoID=4010



Escrito por mauricio às 13h54
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DO IHU

DOMINGO 24 DE JUNHO - Nascimento de João Batista - Lucas 1, 57-66.80

Terminou para Isabel o tempo de gravidez, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido bom para Isabel, e se alegraram com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai se chamar João.” Os outros disseram: “Você não tem nenhum parente com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “O nome dele é João.” E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia se espalhou por toda a região montanhosa da Judéia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que será que esse menino vai ser?” De fato, a mão do Senhor estava com ele.

O menino ia crescendo, e ficando forte de espírito. João viveu no deserto, até o dia em que se manifestou a Israel.

Locutor: Ms Moisés Sbardelotto

(Correspondente ao Domingo 24 de Junho - Festa do Nascimento de São João Batista do Ano Litúrgico).

O nome dele é João

Neste domingo celebramos uma festa muito conhecida: o Nascimento de São João Batista. Se procurarmos nos evangelhos dados sobre João Batista, encontraremos alguns poucos. A Igreja nos oferece hoje um trecho do Evangelho de Lucas para meditar.

Façamos um breve percurso pelos primeiros capítulos deste evangelho. Nos primeiros versículos do capítulo primeiro, o evangelista apresenta seu texto dirigido a seu amigo Teófilo “a fim de que possas verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste” (Lc 1,4). Dois anúncios, a Zacarias e a Maria, dois nascimentos, duas circuncisões e as primeiras palavras de Jesus no templo constituem a grandes pincelas o conteúdo geral dos dois primeiros capítulos. Eles manifestam um espírito lucano no sentido da alegria e da festa.

O texto que a liturgia nos oferece hoje é o fim da época da gravidez para Isabel e o momento de dar a luz. Os vizinhos ficam alegres porque o Senhor foi bom com ela. Lembremos que ela era estéril e que Zacarias tinha idade avançada. Por isso não podiam ter filhos. Mas o Senhor falou para Zacarias no templo e anunciou-lhe o nascimento de seu filho.

A partir desse momento ele permaneceu mudo por não ter acreditado nas palavras do anjo do Senhor. No texto que a liturgia nos apresenta hoje ele recupera sua capacidade de fala na hora da circuncisão do menino. O nome que a mãe e o pai colocam para ele é João. Os que estão ao lado deles não podem entender por que esse nome, visto que em sua família não há ninguém que o tenha.

Escutemos brevemente este trecho: A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai se chamar João”. Os outros disseram: “Você não tem nenhum parente com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “O nome dele é João”. E todos ficaram admirados.

Zacarias consegue soltar sua língua com essa primeira frase ao momento de circuncidar o menino. João significa: “Deus se mostrou misericordioso”. O menino é um dom gratuito de Deus que não está condicionado por parâmetros humanos. João pertence desde o início a Deus, e anunciara sua vinda como caminho a seguir, como convite para todos e todas para acolher o Messias.

Hoje ao nosso redor há pessoas silenciadas que ficam mudas porque ninguém tem interesse em escutar suas palavras, os/as outros/as não querem saber que Deus é misericordioso, que preferem acreditar em milagres passageiros, mas não num Deus que compromete sua vida toda como aconteceu com Zacarias.

João é o último dos profetas e quem prepara o caminho para Jesus. Suas palavras fazem tremer as seguranças de uma religião que fazia dormir o povo. Ele é o resumo do Antigo Testamento, ele fez que o povo expressasse seus desejos de salvação. Aquilo que estava no coração de sua história se abra para o futuro e a religião não fique adormecida por trás de uma fé falsa. Sua palavra é cortante, “afilada com espada” e incômoda para quem não quer saber de Deus na sua vida.

Assim acontece hoje com tantos profetas que são silenciados ao nosso redor porque eles falam com verdade, porque eles denunciam aquilo que está oprimindo as pessoas. Conhecemos a história da Irmã Dorothy Mae Stang assassinada sete anos atrás e as pessoas que hoje sofrem de persecução porque denunciam os que tentam roubar a vida dos pobres e aflitos.

Dom Erwin Kräutler é uma dessas pessoas que são perseguidas. Na homilia da Irmã Dorothy o ano passado, falava sobre a necessidade de “ser uma Igreja engajada na construção do Reino de Deus, uma Igreja samaritana que abre seu coração aos que sofrem, mas também uma Igreja profética que denuncia com vigor as agressões e o desrespeito à dignidade e aos direitos humanos e se opõe a projetos e programas que destroem o lar que Deus criou para todos os povos” [1].

Cada um/a de nós pode se perguntar de que forma pode ser profeta no lugar onde mora, na sua cidade, no seu pequeno lar. O amor gratuito de Deus nos da a força necessária em qualquer momento e circunstância para que isso seja levado adiante.

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drumond de Andrade

http://www.ihu.unisinos.br/espiritualidade/comentario-evangelho/510612-domingo-24-de-junho-nascimento-de-sao-joao-batista-evangelho-de-lucas-1-57-6680



Escrito por mauricio às 13h50
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LITURGIA DO DIA - NATIVIDADE DE JOÃO BATISTA

Domingo, 24 de junho de 2012.

(branco, glória, creio, prefácio prório)

I Leitura: Isaías 49, 1-6

 

 


Leitura do livro do profeta Isaías - 1Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome. 2Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei. 4E eu dizia a mim mesmo: Foi em vão que padeci, foi em vão que gastei minhas forças. Todavia, meu direito estava nas mãos do Senhor, e no meu Deus estava depositada a minha recompensa. 5E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força). 6Disse-me: Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo.- Palavra do Senhor: Graças a Deus!

 

Salmo Responsorial(138)

 

 

REFRÃO: Eu vos louvo e vos graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes!

1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. - R.

2. Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. - R.

3. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. - R.

 


II Leitura: Atos dos Apóstolos 13, 22-26


 

 

Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, Paulo disse: 22Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades. 23De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus. 24João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel. 25Terminando a sua carreira, dizia: Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado. 26Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação.

- Palavra do Senhor: Graças a Deus!

 


Evangelho: Lucas 1, 57-66.80


 

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 57Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. 60Mas sua mãe interveio: Não, disse ela, ele se chamará João. 61Replicaram-lhe: Não há ninguém na tua família que se chame por este nome. 62E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. 63Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: João é o seu nome. Todos ficaram pasmados. 64E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. 65O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia. 66Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. 80O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

- Palavra da salvação: Glóri a vós, Senhor!



Escrito por mauricio às 13h48
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DO BLOG DO MAURO SAHTAYANA

OS GREGOS EM LOS CABOS E AS INTRIGAS NO CONTINENTE


Há uma curiosa interpretação dos resultados eleitorais da Grécia - a de que a direita ganhou as eleições. O que as urnas revelaram foi a vitória da razão nacionalista: tanto os conservadores da Nova Democracia – não tão conservadores assim – quanto a extrema-direita e a coligação de esquerda Syriza, defendem uma postura de resistência contra as exigências da Europa, ditadas pela chanceler Ângela Merkel. O Pasok, provável parceiro de Samaras no governo, tampouco se encontra à direita do espectro.

Apesar de todo o simbolismo da Grécia, que teve seu fulgor no tempo clássico, e se escondeu da História até recentemente, o problema do mundo não se encontra em Atenas. Ele, como o diabo, está em todos os lugares. Como temos insistido, ele é de natureza política e se resume na aspiração das finanças internacionais em criar um estado único universal, sob seu domínio direto e tirânico, com a definitiva escravização dos povos, e a resistência do sentimento nacionalista e da razão humanística. Para lembrar que o vocábulo problema vem do léxico grego (proboulema significava projeto de lei enviado à Boule, ou seja, ao parlamento de Atenas), a questão é sempre política.

É uma luta que se encontra na alma histórica do Ocidente. A Igreja presumia ter herdado o imperialismo romano, e os anglo-saxões, têm buscado, desde o século 16, ocupar o mando, ao substituir o Sacro Império, primeiro a partir de Londres e, mais tarde, de Washington.

A capital do mundo, nestes dois dias, se deslocou para Los Cabos, com a reunião do Grupo dos 20. Ontem, segunda-feira, o New York Times publicava matéria sobre a “nova rivalidade” no universo latino-americano, entre o México e o Brasil. Segundo a análise, o Brasil está perdendo espaço para o México, que – como é óbvio – segue integralmente a cartilha neoliberal e se encontra condenado pela natureza e pela história a viver encostado nos Estados Unidos, como irmão xifópago atrofiado: não podem separar-se os dois, a menos que uma catástrofe planetária abra o mar ao longo da fronteira. Nem podem integrar-se, embora a fatalidade demográfica, com a predominância mestiça, e a força genética, possa expulsar, com o tempo que se torna veloz, a cultura da Nova Inglaterra.

De acordo com o texto do jornal de Nova Iorque, estamos, os brasileiros, dependendo da China, que importa as nossas mercadorias, enquanto indústrias americanas, no México, competem com o país asiático, suprindo o mercado norte-americano, em condições competitivas com os chineses. Em suma, a recessão chinesa significará uma desgraça para o nosso país.

As coisas não são tão simples assim. A própria matéria do jornal americano lembra que temos dois trunfos. O primeiro deles é o da política social, com o crescimento do mercado interno. O outro é o de que as circunstâncias, ao nos fazer parceiros da China, nos fazem seus companheiros de viagem – pelo menos nesse trecho histórico. Faltou, ao falar na China, referir-se aos Brics.

Pela primeira vez, na Idade Moderna – isto é, no meio milênio que nos separa do Renascimento e da descoberta do hemisfério em que vivemos – uma realidade geopolítica nova abre cunha no sistema internacional de poder sob a hegemonia da Europa Ocidental (da qual os Estados Unidos são projeção geopolítica): a aliança entre os países que emergem. Ela rompe os marcos geográficos e se alicerça no fator humano, ao englobar a metade da população do mundo, que se encontram na Ásia, na África e no Brasil. E não nos esqueçamos que, na hora da decisão, o Mercosul se somará com o Brasil.

Mesmo que essa aliança não venha a ter futuro em horizonte mais longo, porque a História não é preguiçosa, essa coalizão pode definir o destino da Humanidade nas próximas décadas.

Assim, todas as previsões no curto prazo são meras especulações que atendem ao desejo dos analistas. Os gregos, açulados pela emergência, provavelmente encontrarão um caminho intermediário, entre a ruptura definitiva com o euro e a submissão a Berlim. Se se confirmar a decisão de Tsipras, de manter a coligação de esquerda na oposição, o governo a ser formado terá que dar alguma satisfação ao povo e ela só pode ser entendida na amenização das medidas de arrocho exigidas pela senhora Merkel.

O governo brasileiro tem a consciência de que as procelas atingirão também o nosso país. Daí as medidas de cautela que estão sendo tomadas. A reunião de Dilma com os governadores, embora não tivesse tom dramático, revelou a sua preocupação em assegurar a unidade institucional interna, sem prejuízo das divergências político-partidárias, que se acirrarão nestes dois anos próximos. A decisão de conceder empréstimos federais aos estados, para investimentos, em condições bem mais amenas do que as impostas por Fernando Henrique para a amortização das dívidas antigas, vindas ainda do governo militar, serve a esse propósito. Estamos atingindo uma consciência republicana que separa as instituições permanentes do Estado das naturais divergências dos partidos, sujeitos às hesitações das circunstâncias.

O sentimento de nação sempre prevalece para erguer diques e quebra-ventos contra os vendavais planetários. Não devemos nos esmorecer na tarefa de buscar a unidade da América do Sul, e isso implica desdenhar as provocações externas que buscam criar arestas entre o Brasil e seus vizinhos. Somos suficientemente adultos para reconhecer a nossa força, e entender que devemos administrá-la com modéstia e prudência. De qualquer forma, há duas eleições que podem mudar tudo – além dos rumos que a Grécia tomará: as eleições presidenciais mexicanas dentro de poucos dias, e as eleições alemãs do ano que vem. De Washington nada devemos esperar de bom; se Obama nos quer cozinhar em banho-maria, Mitt Romney pretende assar-nos em fogo vivo.

 



Escrito por mauricio às 18h20
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do blog do Miro

Paraguai e a estabilidade continental

Por Mauro Santayana, no JB online:

Toda unanimidade é burra, dizia o filósofo nacional Nelson Rodrigues. Toda unanimidade é suspeita, recomenda a lucidez política. A unanimidade da Câmara dos Deputados do Paraguai, em promover o processo de impeachment contra o presidente Lugo, seria fenômeno político surpreendente, mas não preocupador se não estivesse relacionado com os últimos fatos no continente.


Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner enfrenta uma greve de caminhoneiros, em tudo por tudo semelhante à que, em 1973, iniciou o processo que levaria o presidente Salvador Allende à morte e ao regime nauseabundo de Augusto Pinochet. Hoje, todos nós sabemos de onde partiu o movimento. Não partiu das estradas chilenas, mas das maquinações do Pentágono e da CIA. Uma greve de caminhoneiros paralisa o país, leva à escassez de alimentos e de combustíveis, enfim, ao caos e à anarquia. A História demonstra que as grandes tragédias políticas e militares nascem da ação de provocadores.

O Paraguai, nesse momento, faz o papel do jabuti da fábula maranhense de Vitorino Freire. Ele é um bicho sem garras e sem mobilidade das patas que o faça um animal arbóreo. Não dispõe de unhas poderosas, como a preguiça, nem de habilidades acrobáticas, como os macacos. Quando encontrarmos um quelônio na forquilha é porque alguém o colocou ali. No caso, foram o latifúndio paraguaio – não importa quem disparou as armas – e os interesses norte-americanos. Com o golpe, os ianques pretendem puxar o Paraguai para a costa do Pacífico, incluí-lo no arco que se fecha, de Washington a Santiago, sobre o Brasil. Repete-se, no Paraguai, o que já conhecemos, com a aliança dos interesses externos com o que de pior há no interior dos países que buscam a igualdade social. Isso ocorreu em 1954, contra Vargas, e, dez anos depois, com o golpe militar.

Não podemos, nem devemos, nos meter nos assuntos internos do Paraguai, mas não podemos admitir que o que ali ocorra venha a perturbar os nossos atos soberanos, entre eles os compromissos com o Mercosul e com a Unasul. Mais ainda: em conseqüência de uma decisão estratégica equivocada do regime militar, estamos unidos ao Paraguai pela Hidrelétrica de Itaipu. O lago e a usina, sendo de propriedade binacional, se encontram sob uma soberania compartida, o que nos autoriza e nos obriga a defender sua incolumidade e o seu funcionamento, com todos os recursos de que dispusermos.

Esse é um aspecto do problema. O outro, tão grave quanto esse, é o da miséria, naquele país e em outros, bem como em bolsões no próprio território brasileiro. Lugo pode ter, e tem, todos os defeitos, mas foi eleito pela maioria do povo paraguaio. Como costuma ocorrer na América Latina, o povo concentrou seu interesse na eleição do presidente, enquanto as oligarquias cuidaram de construir um parlamento reacionário. Assim, ele nunca dispôs de maioria no Congresso, e não conseguiu realizar as reformas prometidas em campanha.

Lugo tem procurado, sem êxito, resolver os graves problemas da desigualdade, da qual se nutriram líderes como Morínigo e ditadores como Stroessner. Por outro lado, o parlamento está claramente alinhado aos Estados Unidos – de tal forma que, até agora, não admitiu a entrada da Venezuela no Tratado do Mercosul.

O problema paraguaio é um teste político para a Unasul e o conjunto de nações do continente. As primeiras manifestações – entre elas, a da OEA – são as de que não devemos admitir golpes de estado em nossos países. Estamos, a duras penas, construindo sistemas democráticos, de acordo com constituições republicanas, e eleições livres e periódicas. Não podemos, mais uma vez, interromper esse processo, a fim de satisfazer aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, associados à ganância do sistema financeiro internacional e das corporações multinacionais, sob a bandeira do neoliberalismo.

Os incidentes na fronteira do Paraguai com o Brasil, no choque entre a polícia e os camponeses que ocupavam uma fazenda de um dos homens mais ricos do Paraguai, Blas Riquelme, são o resultado da brutal desigualdade social naquele pa[is. Como outros privilegiados paraguaios, ele recebeu terras quase de graça, durante o governo corrupto e ditatorial de Stroessner e de seus sucessores. Entre os sem-terra paraguaios, que entraram na gleba, estavam antigos moradores na área, que buscavam recuperar seus lotes. Muitos deles pertencem a famílias que ali viviam há mais de cem anos, e foram desalojados depois da transferência ilegítima da propriedade para o político liberal. E há, ainda, uma ardilosa inversão da verdade. A ação policial contra os camponeses era e é, de interesse dos oligarcas da oposição a Lugo, mas eles dela se servem para acusar o presidente de responsável direto pelos incidentes e iniciar o processo de impeachment. É o cinismo dos tartufos, semelhante ao dos moralistas do Congresso Brasileiro, de que é caso exemplar um senador de Goiás.

Quando encerrávamos estas notas, a comissão de chanceleres da Unasul, chefiada pelo brasileiro Antonio Patriota, estava embarcando para Assunção, a fim de acompanhar os fatos. Notícias do Paraguai davam conta de que os chanceleres não serão bem recebidos pelos que armaram o golpe parlamentar contra Lugo, e que se apressam para tornar o fato consumado – enquanto colunas do povo afluem do interior para Assunção, a fim de defender o que resta do mandato de Lugo.

Tudo pode acontecer no Paraguai – e o que ali ocorrer nos afeta; obriga-nos a tomar todas as providências necessárias, a fim de preservar a nossa soberania, e assegurar o respeito à democracia republicana no continente.
 
 


Escrito por mauricio às 21h05
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DO SEM FRONTEIRAS

Para desembargador, Cachoeira não é mais socialmente perigoso e merece liberdade.

 

Como todo acadêmico de Direito sabe, uma organização criminosa de matriz mafioso, como a operada por Carlinhos Cachoeira, é constituída por prazo indeterminado. Quando a organização se infiltra no poder do Estado, e está o senador Demóstenes Torres e deputados a confirmar, ela  ganha força, musculatura, ao seu chefão recuperar a liberdade. 
 
Para o desembargador Tourinho Neto, o “capo” Cachoeira já não é mais perigoso socialmente pois seu negócio, com relação à exploração ilícita de jogos eletrônicos de azar, já foi fechado. Ele, evidentemente, não lembrou da lavagem de dinheiro, da cooptação de políticos e de Cachoeira explorar, além da jogatina, outras atividades ilegais, com a construtora Delta de ponta-de-lança.
 
Tourinho ainda não percebeu que Cachoeira comanda “um holding criminal”. Apesar de todo o noticiário e do revelado em conversas interceptadas, Tourinho continua míope e, pela visão curta, enxerga apenas a atividade da jogatina eletrônica.
 
Já na terça feira passada, ao votar pela anulação das provas da Operação Monte Carlo e soltura imediata de Cachoeira, o desembargador Tourinho Neto surpreendeu. Para ele, as interceptações telefônicas eram ilegais pois os motivos apresentados pelos policiais não eram suficientes para o deferimento.  
 
Os motivos era tão insuficientes, data vênia,  que serviram para revelar, à sociedade civil brasileira, um mega-escândalo. Tem até governador sob suspeita.
 
Pano Rápido. Têmis, a deusa da Justiça, acaba de perder a cabeça, como na charge do Bessinha  e uma pergunta fica no ar: Em que mundo Tourinho Neto vive ?????
 
–Wálter Fanganiello Maierovitch– 


http://terramagazine.terra.com.br/semfronteiras/blog/2012/06/15/para-desembargador-cachoeira-nao-e-mais-socialmente-perigoso-e-merece-liberdade/



Escrito por mauricio às 20h58
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DO BLOG DO MAURO SANTAYANA

O BRASIL DIANTE DE DOIS INIMIGOS

 

Em discurso recente no Senado, Pedro Simon advertiu contra o perigo de que o crime organizado se aposse das instituições do Estado. Até o caso Cachoeira, disse o parlamentar gaúcho, havia sido comprovada a corrupção de setores da burocracia dos governos, mas não a da estrutura do Estado.

O governador Marconi Perillo se esquivou, com habilidade, das questões mais graves, em seu depoimento na CPMI. Registre-se que ele se encontrava mais do que tranqüilo, mesmo respondendo às indagações precisas do relator, até que chegou a vez do deputado Miro Teixeira. O experiente homem público, mesmo tendo como ponto de partida o caso menor, que é o da venda da casa de Perillo, deixou, na argúcia de suas perguntas, graves suspeitas.

Como pôde o governador receber o dinheiro de uma empresa e passar a escritura a um particular? Também ficou claro a quem ouviu o governador ser difícil que ele ignorasse as atividades ilícitas do apontado contraventor; ele conhecia, com intimidade, a sua vida empresarial, social e familiar.

O caso Cachoeira – e a advertência de Pedro Simon é importante – mostra como a nação está acossada por um inimigo interno insidioso, que é o crime organizado. Os recursos públicos são desviados para alimentar um estado clandestino, que está deixando de ser paralelo, para constituir o núcleo do poder, em alguns municípios, em muitos estados e na própria União. Essa erosão interna da nacionalidade brasileira, que se assemelha a uma gangrena, coincide com o cerco internacional contra o nosso país.

Enquanto parte da opinião nacional acompanha, indignada, as revelações do esquema Cachoeira, articula-se eixo internacional entre os Estados Unidos, a Espanha e todos os países da Costa do Pacífico, com a exceção do Equador e da Nicarágua, contra o nosso povo, mediante a Aliança do Pacífico. Não há qualquer dissimulação.

Como informa a publicação Tal Cual, da oposição venezuelana, o foro funciona ativamente e já celebrou seis reuniões de alto nível. “Os quatro países signatários da nova Aliança do Pacífico – revela a publicação – têm, todos eles, governos de centro ou centro-direita, crêem no capitalismo, são amigos dos Estados Unidos, e favorecem os tratados de livre comércio e o princípio do livre-comércio em geral. Une-os sobretudo um temor comum e impulso defensivo frente à ascendente potência hegemônica ou neo-imperial que é o Brasil”. E termina: “sentimo-nos satisfeitos e aliviados pelo surgimento do muro de contenção à expansão brasileira, que é a Aliança do Pacífico”.

Assim, os Estados Unidos cuidam de retomar a sua influência e presença militar na América Latina. Nesse sentido, procuram valer-se da Aliança do Pacífico para estabelecer bases militares cercando o Brasil, da Colômbia ao sul do Chile. Leon Paneta, o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, acaba de acertar com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, o estabelecimento de uma base norte-americana em Fuerte Aguayo, nas proximidades de Valparaíso. Entre outras missões dos militares americanos está a de treinar os carabineiros chilenos, a fim de coibir manifestações populares. Há, ao mesmo tempo, uma orquestração da imprensa e dos meios políticos e empresariais, a fim de reabilitar a figura do ditador Pinochet.

Os Estados Unidos, que mantêm uma base no Chaco paraguaio, quiseram também ocupar o aeroporto de Resistência, na província argentina do Chaco, e o governador Capitanich assentiu, mas o governo de Cristina Kirchner vetou o acordo.

A participação da Espanha nesse novo cerco ao Brasil é evidente. Em Madri, os embaixadores dos quatro paises maiores envolvidos (México, Colômbia, Peru e Chile) se reuniram, para defender a nova aliança, e coube ao embaixador do Chile, Sergio Romero, ser bem explícito. Ao afirmar que o bloco não nasce contra o Brasil, nem contra o Mercosul, aclara, no entanto, que o grupo recebe de braços abertos os investimentos europeus, especialmente da Espanha e dos Estados Unidos - que poderiam formalmente participar da Aliança.

Limpemos os nossos olhos, vejamos os perigos que ameaçam diretamente a nossa sobrevivência como nação independente, nas vésperas do segundo centenário do Grito do Ipiranga. Não temos que ficar abrindo mais divisões internas, e devemos nos unir para enfrentar, ao mesmo tempo, o inimigo interno, que é o crime organizado e suas teias nas instituições do Estado, e os inimigos externos.

Esses, sempre que estivemos avançando no desenvolvimento social e econômico, procuraram quebrar as nossas pernas, contando com traidores brasileiros. Não é preciso recuar muito no passado. Basta lembrar o cerco contra Vargas, em 1954, a tentativa de golpe de 1955, repetida em 1961 e, por fim, o golpe de 1964, com as conseqüências conhecidas. Registre-se que, apesar da vinculação com os Estados Unidos, durante o governo Castelo Branco, e a famosa doutrina das “fronteiras ideológicas”, vigente durante o governo Médici, a partir de Geisel os militares brasileiros não mantiveram a mesma subserviência diante de Washington.

Enfim, espera-se que o Itamaraty mantenha o governo da Sra. Dilma Roussef a par dessas manobras anti-brasileiras, comandadas a partir de Madri e de Washington, e que a CPMI vá até o fundo, nas investigações em curso. Elas não devem parar nas imediações de Anápolis, mas chegar a todo o Brasil, conforme os indícios surjam. É bom conhecer a verdade do passado, mediante a Comissão formada para isso. E se faz também necessário conhecer a verdade do presente, e impedir que o crime tome conta das instituições nacionais, como está ocorrendo no México de Calderón.

E não nos devemos esquecer que o sistema financeiro mundial é também uma forma – superior e mais poderosa – de crime organizado. E muito bem organizado.




Escrito por mauricio às 20h48
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DO BLOG DO MAURO SANTAYANA

O RESGATE ESPANHOL E O BRASIL


Embora o Primeiro-Ministro Mariano Rajoy e líderes do PP - o partido que está no poder – façam de tudo para tentar tapar o sol com a peneira, o fato é que o “resgate”, aprovado no fim de semana, ficará na história como uma intervenção branca da Comissão Européia na economia espanhola, a fim de evitar a quebra do país.

O dinheiro aprovado pela Troika (Comissão Européia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), de 100 bilhões de euros, servirá para que, mais uma vez, se socializem os prejuízos para preservar os lucros privados, ou, em última instância, garantir, por mais algumas semanas ou meses, a sobrevivência de empresas que se confundem com a história recente do país, e que , se tivessem que sobreviver sem ajuda, em um ambiente de concorrência justa, já estariam definitivamente quebradas.

É como se, de repente, o governo brasileiro pedisse emprestado, em pleno sábado, 10% do PIB, ou, no nosso caso, 260 bilhões de dólares emprestados , só para cobrir o buraco de meia dúzia de bancos, aumentando, na mesma proporção, a dívida nacional, já que o responsável pelo pagamento do empréstimo será o próprio estado espanhol, que, para isso, fará novos cortes na educação, na saúde, na segurança, nas aposentadorias, nos investimentos. Isso, em um país no qual centenas de famílias, a cada dia são despejadas de seus lares, por não terem dinheiro para pagar a prestação da casa própria , pelos mesmos bancos “resgatados” no fim de semana.

O Brasil de hoje não é a Espanha, embora muitos brasileiros ainda insistam em achar que os “desenvolvidos” são eles. Temos 375 bilhões de dólares em reservas internacionais contra 35 bilhões de euros em reservas espanholas. Uma dívida externa de 13% do PIB, contra 165% da Espanha. Uma dívida interna líquida de 36% do PIB contra 80% (até dezembro) da Espanha, e isso sem nunca termos recebido, durante anos, bilhões de euros em ajuda da União Européia. Ou ter tido acesso a crédito farto e barato, a juros infinitamente menores aos cobrados aqui, na mesma época. Com esse dinheiro, adquiriram, na bacia das almas, com a cumplicidade de conhecidos entreguistas brasileiros, alguns de nossos maiores bancos e empresas, nos anos 90. E, se tiverem que sair do Brasil, depois de remeter para suas matrizes, durante anos, fabulosos lucros, os "capitais" "espanhóis" serão imediatamente substituídos por outros, como os chineses, como já está acontecendo.

Convertidos, de uma hora para a outra, - com sua entrada na Comunidade Européia e a transformação de suas pesetas em euros - em “europeus” e novos “ricos”, muitos espanhóis acreditaram, nos últimos anos, no mito da “marca Espanha”, vendido, em papel dourado, pela imprensa espanhola e os sucessivos governos que ocuparam o Palácio de la Moncloa.

Aznar recusou-se a entrar para o G-20, quando podia, porque achava que o lugar da Espanha era o G-8. Zapatero proclamava aos quatro ventos a condição da Espanha de “oitava potência econômica do mundo” e disse que o país já tinha conquistado, de pleno direito, seu lugar na “Champions League” da economia mundial. E todos, inclusive Mariano Rajoy, sempre apregoaram, baseados principalmente no marketing do BBVA e do Santander, seus bancos como os mais sólidos do mundo, quando na verdade, como se vê agora, o sistema financeiro espanhol apresenta – inclusive pela ausência de uma regulação e de uma fiscalização fortes - mais furos do que um queijo suíço.

Há dois dias, a Fitch rebaixou para BBB-, a um ponto do grau de especulação, os títulos da Repsol. E passou para negativas as perspectivas da Telefónica espanhola, que teve sua nota rebaixada também pela Moody,s e pela Standard & Poors. E ameaçou rebaixar de novo a nota do Santander, que já havia tido sua nota rebaixada em maio, apesar da venda de ativos como 51% de sua filial na Colômbia e de boatos de que estaria querendo vender também parte de sua filial no Brasil. Outras empresas também tiveram suas notas rebaixadas por agências de risco internacionais e a taxa de risco da Espanha voltou a passar dos 500 pontos, apesar do socorro aos bancos de 100 bilhões de euros que, afinal de contas, é equivalente aos capitais no valor também de aproximadamente 100 bilhões de euros que deixaram o país nos primeiros meses do ano.

No Brasil, no entanto, embora muitas empresas espanholas que atuam em nosso país estejam sendo diretamente afetadas pela crise, muita gente - como se estivéssemos na Terra e Madrid e Barcelona em outro planeta – prefere fingir que, nesse contexto, não existe nada de importante ocorrendo.

Encorajadas por essa atitude, as empresas espanholas que aqui operam fazem o mesmo. Mesmo com a crise roendo suas canelas, insistem em nos tratar como se fossemos um bando de otários que só pensa em praia, pandeiro e futebol.

Devendo mais de 57 bilhões de euros – é absurdo que marcas estrangeiras patrocinem selecionados esportivos oficiais brasileiros em apresentações no exterior - a Telefónica, controladora da Vivo, vai associar, pela bagatela de 15 milhões de dólares, sua marca às seleções brasileiras de futebol até 2015.

Só do BNDES, a Vivo pegou 3 bilhões de reais emprestados no ano passado . O Santander, que - pasmem - patrocina a Copa Libertadores da América, cujo nome homenageia quem derrotou as tropas espanholas em nosso continente, acaba de lançar uma campanha no Youtube. A campanha usa Pelé como garoto propaganda, para descobrir quem “mais entende de futebol na América Latina”. Vejam o link:

http://www.santanderfutebolpaixao.com.br/

http://www.maurosantayana.com/



Escrito por mauricio às 22h51
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DO BALAIO DO KOTSCHO

A lei é igual para todos, aprendemos desde pequenos na escola. Alguém ainda acredita nisso? A cada dia, o nosso Judiciário nos dá exemplos de que alguns são mais iguais do que os outros perante a lei, dependendo dos juízes e dos advogados envolvidos nos processos.

Assim, vão se incorporando ao nosso cotidiano expressões como "a polícia prende e a Justiça manda soltar", "cadeia só foi feita para pobre, preto e puta", "quem tem dinheiro para contratar um bom advogado não fica em cana".

O que vemos, na prática, é que cada juiz faz a sua própria lei, de acordo com suas interpretações particulares. Temos agora a Lei Tourinho. Apresentada na terça-feira pelo desembargador Francisco da Costa Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, de Brasília, a nova lei pode livrar da cadeia não só Carlinhos Cachoeira, mas todos os 81 denunciados pela Polícia Federal na operação Monte Carlo (apenas seis ainda estão presos).

Como relator do habeas corpus que pede a nulidade do processo, Tourinho Neto acatou na íntegra a tese da defesa patrocinada pela equipe do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, ao considerar ilegais as escutas telefônicas da PF e, portanto, nulas todas as provas decorrentes destes grampos.

Com o mesmo argumento, lembrou a edição da "Folha" desta quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça já havia anulado as provas de outras operações da PF, como a Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa num caso semelhante ao que agora envolve a empreiteira Delta.

Cachoeira só não está solto ainda porque um dos três integrantes da 3ª turma do TRF1, o desembargador Cândido Vieira, pediu vista e o julgamento do processo foi adiado para a próxima semana.

Basta, portanto, apenas mais um voto, não só para o contraventor sair da cadeia, mas para enterrar toda a operação policial que investigou por um ano a rede de corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais por ele comandada, que levou à criação da CPI do Cachoeira.

A anulação das provas coloca em risco também o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal contra o senador Demóstenes Torres, que era do DEM de Goiás, apontado como braço político do esquema, e a própria CPI do Cachoeira, que perderia seu objetivo inicial de apurar as ligações do "empresário de jogos" com políticos, policiais, magistrados e empresários.

Mela tudo, em resumo. Tourinho Neto é o mesmo magistrado que já havia autorizado, em abril, a transferência de Cachoeira do presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para o da Papuda, em Brasília.

No dia 30 de maio, o desembargador tomou outra decisão a favor do cliente de Márcio Thomaz Bastos ao suspender audiências marcadas para a 11ª Vara Federal, aceitando a tese de cerceamento da defesa.

Ontem, ao defender a soltura de Cachoeira, Tourinho Neto argumentou: "Quem corrompeu? Quem foi corrompido? Qual foi a sonegação tributária? Essa interceptação telefônica não pode ser autorizada apenas em meros indícios. Não pode haver a banalização da interceptação telefônica para combater o crime". É esta, exatamente, a tese da defesa.

Caso a Lei Tourinho entre mesmo em vigor, a partir de agora qualquer pessoa, desde que possa contar com bons advogados, antes mesmo de começar a investigação deveria ser avisada  para tomar cuidado com o que fala porque seus telefones estão grampeados. Só assim se evitaria a "banalização da interceptação telefônica". É isso mesmo?

Já se sabia que os que são mais do que os outros iguais perante a lei dificilmente chegam a ser julgados, muito menos condenados, mas agora não poderiam nem mesmo ser investigados.

É a inversão do processo de investigar, denunciar, julgar e, se for o caso, condenar. Quer dizer, a polícia precisaria, antes, reunir todas as provas, para só depois ser autorizada a fazer escutas telefônicas. Seria mais uma vitória da impunidade e a Polícia Federal poderia se dedicar apenas a atividades de benemerência.

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/



Escrito por mauricio às 22h41
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DO luis nassif onlinE

O investimento e a propaganda de SP na política educacional

Por Letícia Nery

Desgoverno,ou quando a propaganda é maior que o investimento

Em seu sítio eletrônico o governo do Estado de São Paulo se vangloria de seu plano de educação: “Quando o assunto é Educação, o Governo do Estado não economiza investimentos e planejamento. Trabalha hoje para equiparar a qualidade do ensino da rede estadual a níveis internacionais de avaliação nos próximos anos.” Saindo do campo de propaganda, não é bem essa a situação observada. Em 2011, primeiro ano de mandato de Geraldo Alckmin(PSDB) os investimentos foram reduzidos em 55% em todo o Estado, segundo dados do SIGEO (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária do Estado). Os cortes, que atingem praticamente todas as pastas governamentais, são especialmente notáveis na área em que o governo estadual diz não economizar recursos, a Educação. O setor sofreu redução de 77% nos investimentos entre 2010 e 2011, de R$ 124,5 milhões repassados em 2010 repassou-se apenas $28 milhões em 2011. Um corte assim, levando em conta fatos educacionais como o de 890 mil estudantes estarem em salas nas escolas estaduais com mais alunos que o indicado, segundo a própria secretaria, dificulta o objetivo governamental de “equiparar a qualidade do ensino da rede estadual a níveis internacionais de avaliação” .

As reduções também foram duramente sentidas em áreas essenciais, como a de Saúde Pública, com redução de R$ 186,1 milhões (de R$ 391,7 milhões em 2010 para R$ 205,5 milhões em 2011), a de Segurança Pública, com corte de R$ 121,9 milhões (de R$194,6 milhões em 2010 para R$72,7 milhões em 2011) e a de Meio Ambiente, que sofreu redução de R$ 42 milhões (de R$ 48,3 milhões em 2010 para somente R$6,3 milhões em 2011).

Outro corte notável foi na área de transportes metropolitanos, os investimentos no metrô foram de R$ 1,7 bilhão em 2010 para R$ 1,2 bilhão em 2011 e para a CPTM já se cortou R$ 165 milhões para 2012 do total previsto de R$1,04 bilhão. Voltemos um pouco no passado, no governo Serra, com o slogan "mais qualidade de vida, mobilidade e desenvolvimento" ,  foi lançado o Plano de Expansão do Transporte Metropolitano 2008-2010, e propagandeado como o “maior projeto de transporte público já realizado no Brasil”; na prática realizou-se a compra de trens novos principalmente, o que dá visibilidade mas não diminui as panes causadas pela falta de manutenção das linhas, dos equipamentos e da sinalização. Na CPTM foram 124 panes de 2010 até agora, e três choques de trens neste ano. E no metrô, de 2007 até agora aconteceram no mínimo 102 panes graves , 33 somente nesse ano, atingindo o ápice (por enquanto) com a colisão de trens na linha vermelha no dia 16 de maio. (Linha vermelha, que também sofreu reduções no investimento, de R$236 milhões em 2010 para RS188 milhões em 2011, enquanto o número de passageiros saltou em 7 milhões, atingindo 336 milhões no mesmo período).

O governo Alckmin promete, mais uma vez no sítio eletrônico do governo de sp, “Mais metrô, trens e corredores de ônibus. Essa é a prioridade do Governo do Estado de São Paulo, que pretende investir R$ 45 bilhões em transporte de massa sobre trilhos no período 2012-2015[...] O aumento na rede do Metrô e da CPTM até 2014 vai aumentar significativamente a amplitude dos serviços - com 335 km de transporte público sobre trilhos .” Começou bem, com redução tamanha dos investimentos no setor de transporte metropolitano. Dados do SIGEO mostram que de 1999 a 2011, os governos tucanos deixaram de investir R$ 10,3 bilhões no Metrô e de 2003 a 2011 a CPTM deixou de investir quase R$ 1,1 bilhão a menos que a previsão. E agora a promessa de 335 km de transporte público sobre trilhos (74,3 Km do Metrô e 260,7 Km da CPTM ) até 2014, sendo que em 17 anos de governo do PSDB foram construídos somente 25 km de metrô.

É interessante pontuar que neste mesmo período ( 2010 para 2011) de redução de investimentos em setores primordiais para desenvolvimento e funcionamento social, a arrecadação do estado subiu 5,47%, cerca de R$ 6 bilhões, devido ao aumento de arrecadação de impostos estaduais como ICMs (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), mas o governador continua com os “ajustes da maquina pública”, que já duram 16 anos. É uma lógica operacional no mínimo estranha. Tanto crescimento para que? Se o objetivo da arrecadação não for o de proporcionar os serviços fundamentais à população e garantir os Direitos Sociais definidos pelo artigo 6º do capítulo II da Constituição Federal de 1988: “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”, e o Estado de São Paulo continua com níveis péssimos de desenvolvimento social e distribuição de renda, e ainda assim reduz investimentos em áreas primordiais.

A lentidão e a falta de planejamento são notáveis, somados a desqualificação governamental na capacidade de debate e discussão a cerca dos problemas de São Paulo, o qual prefere terceirizar a responsabilidade de uma pane de metrô colocando a culpa em uma “blusa”, ou a greve de estudantes, professores ou metroviários, defendendo explicações baseadas em “teorias conspiratórias de motivações eleitoreiras”. As ações(ou falta delas)do governo de São Paulo recebem ainda o respaldo da grande mídia, PIG, que pouco ou nada comentam sobre, e um aparato de bloqueio de CPIs na Assembléia Legislativa. Quem paga o preço é o povo, nos vagões superlotados, nas escolas precarizadas, nas filas de hospitais, tendo todos os dias seus direitos constitucionais negados e ainda tendo de encarar a redução de investimento em bilhões (dinheiro público, vindo de impostos) nos serviços essenciais de seu usufruto.

Chega de descaso público, necessitamos de um Estado investidor, ousado, com objetivos progressistas, e não um mero propagandista, gerenciador ineficiente de recursos.

 

*Este artigo faz parte da conclusão da disciplina de DireitoFinanceiro do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo. Na qual, o docente responsável, professor Marcelo Arno Nerling. propôs uma mudança de padrôes avaliativos.  Decidiu que a conclusão da disciplina não se daria pelas tradicionais provas de fim de semestre e sim por meio de um artigo jornalístico de livre divulgação. É a sociedade quem deve nos avaliar.

 

Fontes consultadas:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

http://www.saopaulo.sp.gov.br/acoesdegoverno/transportes-metropolitanos/#apresentacao

http://www.saopaulo.sp.gov.br/acoesdegoverno/educacao/#compromisso-de-sao-paulo

http://www.viomundo.com.br/denuncias/simao-pedro-sera-que-os-tucanos-vao-pagar-para-ver-outra-tragedia.html

http://transparenciasaopaulo.blogspot.com.br/2011/12/em-2011-alckmin-cortou-r-35-bilhoes-em.html

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/17/passageiros-aumentam-mas-governo-reduz-em-20-investimentos-na-linha-3-do-metro-de-sp.htm

 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-investimento-e-a-propaganda-de-sp-na-politica-educacional

 



Escrito por mauricio às 22h31
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DO PAULINAS ONLINE

Ano B - Dia: 03/06/2012



Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Leitura Orante


Mt 28,16-20

Os onze discípulos foram para a Galiléia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. Então Jesus chegou perto deles e disse:
- Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.


Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os internautas,
saudando a Santíssima Trindade, com a oração:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 28,16-20.
Os onze discípulos foram para a Galiléia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. Então Jesus chegou perto deles e disse:
- Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.

As três pessoas da Santíssima Trindade fazem uma comunhão perfeita. Possuem a mesma natureza, a mesma sabedoria, a mesma misericórdia, providência, bondade, amor. Fomos batizados em nome deste único Deus, em Três Pessoas, e fomos criados à sua imagem e semelhança, para também nós sermos misericordiosos, bondosos.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como vivo, nos meus relacionamentos, a imagem da Trindade.
Reflito nas minhas atitudes o amor de Deus?
Os bispos, em Aparecida, disseram: "O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai
graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. "(DAp 14).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Renovo a minha fé na Santíssima Trindade:

Creio
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo,

Seu único Filho, Nosso Senhor,
Que foi concebido pelo Espírito Santo.
Nasceu da Virgem Maria,

Padeceu sob Pôncio Pilatos,
Foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos,
Ressuscitou ao terceiro dia,
Subiu aos céus,
Onde está sentado à direita de Deus Pai
E donde há de vir julgar os vivos e os mortos,
Creio no Espírito Santo,
Na santa Igreja católica,
Na comunhão dos santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição da carne,
vida eterna. Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é voltado para a família, como fizeram os Bispos da América Latina:
"Cremos que "a família é imagem de Deus que, em seu mistério mais íntimo não é uma solidão, mas uma família". Na comunhão de amor das três Pessoas divinas, nossas famílias tem sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino." (DA,434).

Bênção
A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho,qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!

Obs.: Se você quiser receber em seu endereço eletrônico o Evangelho do Dia, acesse o seguinte endereço e preencha o formulário de cadastro - http://www.paulinas.org.br/loja/CentralUsuarioLogin.aspx
Irmã Patrícia Silva, fspComentário do Evangelho

Missão dos discípulos de Jesus

Nos evangelhos de Marcos e de Mateus, quando as mulheres, após a crucifixão de Jesus, vão visitar seu túmulo na madrugada do primeiro dia da semana, um anjo lhes diz: "Ide contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vos precede na Galileia. Lá o vereis" (Mc 16,7; Mt 28,7). No evangelho de Marcos, Jesus já havia dito aos discípulos: "Depois que eu ressurgir, eu vos precederei na Galileia" (Mc 14,28). Em Mateus, após as palavras do anjo, o próprio Jesus, vindo ao encontro das mulheres, lhes repete: "Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galileia; lá me verão" (Mt 28,10).
Em continuidade a este anúncio, Mateus registra o encontro dos discípulos com Jesus em uma montanha da Galileia. Durante seu ministério na Galileia, Jesus já havia enviado os apóstolos em missão. Agora, permanecendo vivo entre eles, reenvia-os para fazer discípulos entre todas as nações. Não há nenhuma eleição particular, todos são chamados ao seguimento de Jesus, na adesão à vontade do Pai, que é que todos tenham vida, em comunhão plena de amor.
Os discípulos são enviados para batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus assumiu o batismo de João revelando que este batismo da conversão é do agrado de Deus, e pela prática da justiça que promove a vida, removendo o pecado do mundo, somos inseridos na própria vida divina, na comunhão de amor entre o Pai e o Filho. Deixando-nos conduzir pelo Espírito de Amor, na fraternidade e na compaixão, tornamo-nos filhos de Deus (segunda leitura), ao qual chamamos de "Pai Nosso".
Em contraste com os evangelhos de Marcos e Mateus, Lucas não narra o retorno à Galileia. Na sua narrativa, com sua teologia particular, o ressuscitado ordena aos discípulos: "Permanecei em Jerusalém até serdes revestido da força do Alto" (Lc 24,49). E Lucas conclui seu evangelho com a observação: "Eles voltarem a Jerusalém com grande alegria e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus" (Lc 24,52s). O empenho de Lucas é apresentar Jerusalém como sendo o centro de irradiação do cristianismo, após a morte de Jesus, relegando a Galileia à obscuridade.
O credo da tradição de Israel, bem desenvolvido no livro do Deuteronômio (primeira leitura), se fundamenta em uma divindade que elege um povo e o conduz à "terra prometida", por meio de "sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, por meio de grandes terrores", exterminando os demais povos, que são considerados inimigos. É o deus do terror: "Hoje começarei a espalhar o terror e o medo de ti aos povos debaixo do céu. Ao ouvirem falar de ti, ficarão perturbados e tremerão de angústia à tua frente" (Dt 2,25). Esta crença, como foi destacado pelo Sínodo para o Oriente Médio, em 2010, tem sido o fundamento das violências perpetradas contra o povo da Palestina, em nossos dias. Removendo esta imagem de Deus, Jesus vem revelar o Deus de amor e misericórdia, na humildade, na mansidão e na paz, que acolhe todos os povos do mundo. Jesus se comunica não com terror e poder, mas com seu amor e suas palavras dirigidas aos seus discípulos, de irmão para irmão, de amigo para amigo. É a presença carinhosa, com palavras de vida que seduzem e conquistam.

José Raimundo Oliva



Escrito por mauricio às 10h38
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DO IHU

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE Evangelho segundo são Mateus 28,16-20

Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram. Então Jesus se aproximou, e falou: "Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo."

 

 

Locutor: Ms. Moises Sbardelotto

 

(Correspondente à Festa da Santíssima Trindade, ciclo B do Ano litúrgico).

 

 

A dança da Trindade

Hoje a Igreja nos convida a celebrar a Festa da Santíssima Trindade. Para isso nos propõe este texto, que é a conclusão do evangelho de Mateus.

Iniciamos esta reflexão com a seguinte pergunta: por que este evangelho na Festa da Santíssima Trindade? Ou melhor, que nos revela este evangelho de Deus Trino?

Para buscar a resposta, caminhemos, com nossa imaginação, junto com os discípulos para Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado.

Mateus começa seu evangelho, situando a missão de Jesus na Galiléia (Mt 4,12-17), cidade pobre, para onde, ao concluir o evangelho, os discípulos se dirigem. Desta maneira, diz que a missão da Igreja se enraíza na mesma corrente da missão de Jesus.

Os discípulos, ao verem Jesus, se ajoelham, reconhecem-no como o Senhor Ressuscitado. Esse gesto de adoração é um ato de fé. Entretanto, havia, entre eles, alguns que duvidavam.

É formidável o realismo de Mateus, ao fazer coexistir diante da mesma manifestação de Jesus, alguns que o adoram, e outros que duvidam. Podemos reconhecer nessa pequena comunidade, a nossa Igreja onde convivem luzes e sombras.

Mais ainda, podemos nos reconhecer cada um/a de nós, que experimentamos diante da manifestação de Deus essa divisão dentro de nós: "aqui está o Senhor, adoro-o", e outra parte que diz: "mas será assim?.., será Ele?..., por quê..?".

Adorar o Senhor é uma graça, é resposta ao dom de Sua presença, que nos cativa e surpreende. Por isso peçamos ao Senhor que nos conceda esse presente que nos coloca de joelhos diante dele!

Desta maneira, apresenta-nos a Igreja como discípula. Estão todos aos pés de Jesus, esperando ansiosamente que seu Mestre lhes fale.

Preparemos também nós, nossos corações para acolher as palavras do Senhor que ecoam até hoje. Nelas estão condensadas o mandato missionário da Igreja de todos os tempos: "vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês".

Agora este envio de Jesus está precedido e concluído por duas orações muito importantes que vamos a refletir a seguir.

As primeiras palavras de Jesus à sua comunidade que está em torno dele: "Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra". Pela mesma autoridade que ele recebeu do Pai, ele autoriza aos seus seguidores a ir pelo mundo inteiro a continuar sua missão.

E como se fosse pouca essa autoridade para levar adiante o projeto encomendado, Jesus promete estar sempre com os seus: "Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo".

O Ressuscitado é o Emanuel, o Deus conosco! E sua presença em nossa história, em nosso mundo está garantida para sempre, porque sua promessa não só chega até nós, senão que se estende até o final dos tempos.

As palavras "todos os dias", nos comunicam a certeza de que em cada momento, que vivemos, agora mesmo, o Senhor está conosco! Peçamos ao Espírito Santo que nos abra os olhos para reconhecer, no hoje de nossa vida a presença do Emanuel.

O mandato missionário de Jesus a sua Igreja nos revela o coração da Trindade. O desejo de Deus é que a humanidade participe de sua vida de comunhão para a qual fomos criados.

Pelo batismo somos mergulhados na Trindade e ela coloca sua morada em cada cristão/cristã, e começamos a formar parte do povo congregado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O teólogo grego João Damasceno usa uma metáfora muito simples para explicar a comunhão e o movimento de Amor da Trindade, a dança de roda! Essa dança tem uma característica especial: as pessoas divinas se movem de tal forma que há sempre uma no centro e duas ao seu redor.

No entanto, não se trata de uma dança fechada, senão criativamente aberta. Desse movimento de amor surge a criação do universo, da humanidade, de tal forma que o centro da roda passou a ser "ocupado" pela criação, pelo ser humano, a ponto de Santo Irineu dizer: "A glória de Deus é o ser humano vivo", acrescentando que "a glória do ser humano é a visão de Deus", ou seja, participar dessa dança, já agora nesta terra, para logo vivê-la plenamente na eternidade.

Assim, a missão da Igreja, que tem como centro o ser humano, se coloca a serviço, especialmente daqueles que mais precisam da centralidade e da atenção: os pobres, os que sofrem, as pessoas portadoras de deficiência, como nos fazia lembrar a CF deste ano.

Para quê? Para que todos/as vivamos a felicidade e a liberdade de ser parte desta roda de Amor, agora e sempre.

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém

Oração

Esta poesia da Beata Isabel da Trindade, é um convite para descobrir a presença da Santíssima Trindade nos rostos crucificados de nosso mundo, para ali também amá-la e servi-la.

A Trindade na Cruz

A Trindade na Cruz:
Deus impotente, Deus onipotente

Nos rostos marcados de dor,
Vejo a paixão do Senhor,
Contemplo o Amor não-amado
Jesus por nós crucificado.

Quem é esse homem torturado,
Pendente da cruz trucidado?
Não foi Ele quem disse: "Amai?
"Quem me vê, vê o Pai?"

Lá está suspenso o Salvador,
Coração e sangue do Deus Amo.
Parece um fracasso a sua missão:
"Salvou os outros, a si mesmo não".

O Pai onipotente não intervém?
O Espírito não quer o nosso bem?
Sim, Eles também estão sofrendo
No Verbo por nós morrendo.

Jesus obediente até a morte de cruz,
A humanidade ao Pai conduz.
Acolhe ao seu peito ferido
A dor do povo sofrido.

Creio que esse Deus na cruz
Transforma nossa dor em luz.
É grande o mistério da salvação,
Deus, trazendo a ressurreição.

Um grande amor se revela à gente.
O Todo-Poderoso torna-se impotente.
É a lição de Cristo crucificado,
Morto pelo Pai ressuscitado.

O Pai, fonte de toda consolação,
Em Cristo nos traz o perdão,
De vez, o Maligno é derrotado,
Agora um novo céu é instaurado.

Ó Jesus crucificado,
Ó Jesus ressuscitado,
Nas horas de nossa descrença,
Seja nossa amável Presença.

Sor Isabel da Trindade


Referências

KONINGS, Johan. Espírito e mensagem da liturgia dominical. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia, 1981.

MARTINI, Card. Carlos Maria. El Evangelio de San Mateo. Bogotá: Ed. Paulinas, 1981.

SUSIN, Luiz Carlos. Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. São Paulo: Ed. Paulinas, 2003.

 

http://www.ihu.unisinos.br/espiritualidade/comentario-evangelho/500156-solenidade-da-santissima-trindade-evangelho-segundo-sao-mateus-2816-20

 



Escrito por mauricio às 10h34
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LITURGIA DO DIA – SANTÍSSIMA TRINDADE


Domingo, 03 de junho de 2012

 

 

(branco, glória, creio, prefácio próprio - ofício da solenidade)


I Leitura: Deuteronômio 4, 32-34.39-40

Leitura do livro do Deuteronômio - Moisés falou ao povo, dizendo: 32Escruta os tempos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem na terra. Pergunta se houve jamais, de uma extremidade dos céus à outra, uma coisa tão extraordinária como esta, e se jamais se ouviu coisa semelhante. 33Houve, porventura, um povo que, como tu, tenha ouvido a voz de Deus falando do seio do fogo, sem perder a vida? 34Algum deus tentou jamais escolher para si uma nação do meio de outra, por meio de provas e de sinais, de prodígios e de guerras, com mão poderosa e braço estendido, e de prodígios espantosos, como o Senhor, vosso Deus, fez por vós no Egito diante de vossos olhos? 39Sabe, pois, agora, e grava em teu coração que o Senhor é Deus, e que não há outro em cima no céu, nem embaixo na terra. 40Observa suas leis e suas prescrições que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e prolongues teus dias para sempre na terra que te dá o Senhor, teu Deus.

- Palavra do Senhor: Graças a Deus!


Salmo Responsorial(32)

REFRÃO: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

1. porque a palavra do Senhor é reta, em todas as suas obras resplandece a fidelidade: ele ama a justiça e o direito, da bondade do Senhor está cheia a terra. - R.

2. Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e pelo sopro de sua boca todo o seu exército. - R.

3. Porque ele disse e tudo foi feito, ele ordenou e tudo existiu. - R.

4. Eis os olhos do Senhor pousados sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua bondade, a fim de livrar-lhes a alma da morte e nutri-los no tempo da fome. - R.

5. Nossa alma espera no Senhor, porque ele é nosso amparo e nosso escudo. - R.

6. Seja-nos manifestada, Senhor, a vossa misericórdia, como a esperamos de vós. - R.


II Leitura: Romanos 8, 14-17

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos - Irmãos, 14pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! 16O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. 17E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados.

- Palavra do Senhor: Graças a Deus!


Evangelho: Mateus 28, 16-20


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus:

- Naquele tempo, 16Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

- Palavra da salvação: Glória a vós, Senhor!



Escrito por mauricio às 10h27
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DO SEJA DITA A VERDADE

Apagão do Metrô – Você acredita no PSDB?

Posted by Seja Dita Verdade On May - 23 - 2012

 

A cidade de São Paulo teve um recorde histórico de congestionamento. O resultado não poderia ter sido diferente - Tulmuto, confronto entre população e policiais foram deflagrados na manhã desta quarta (23).  A classe pede reajuste salarial acima da inflação e a revisão dos benefícios.

Não é de hoje que o sistema de transporte coletivo mantido pelas gestões tucanas vem apresentando problemas constantes. Existe um grande abismo entre as promessas e propagandas veiculadas com a realidade enfrentada pelos moradores de São Paulo.

A promessa não crível de Alckmin

O governador de São Paulo é um dos grandes críticos do governo federal. Segundo ele, a falta de investimentos para infraestrutura é muito grande. Entretanto, numa simples conta matemática, podemos verificar que suas promessas estão longe de serem cumpridas.

Recentemente, o governador declarou que até o ano de 2018, a malha viária de SP terá mais 126 km. Para atingir esta meta, seria necessário contrariar todos os governos tucanos – Mário Covas, José Serra e Alckmin, juntos, em quase 20 anos de administração, entregaram somente 25 km. Se os tucanos foram incapazes de construir 2km de malha viária por ano, como eles fariam para construir cerca de 21km?

PSDB deixou de investir no Metrô de SP

Ao falar sobre os investimentos feitos na modernização e ampliação do Metrô paulista, o PSDB não utiliza os dados de forma correta. Para ser ter uma ideia, apenas em 2011, R$ 208 milhões deixaram de ser investidos, valor que representa 31% do orçado inicialmente. Detalhe: o número de passageiros saltou de 329 milhões para 332 milhões. A linha vermelha, cenário da colisão ocorrida na última semana, com mais de 100 feridos, sofreu uma retração de 21% nos investimentos feitos. Na linha Lilás, a retração foi ainda maior – os investimentos caíram em 38%. Em nota, a assessoria de imprensa do governo do Estado, afirmou que “em nenhum momento deixou de investir”.

Governo federal investe mais que Alckmin em SP

Lula e Dilma autorizaram R$15 bilhões para a rede metroviária no estado de São Paulo, valor suficiente pata que Alckmin construísse mais de 3km de metrô por ano, algo que nas gestões tucanas não foi alcançado. FHC enquanto presidente liberou R$4 bilhões.  São 226% a mais que os tucanos investiram.

Falhas, panes e acidentes

Apenas neste ano, por conta dos diversos problemas ocasionados pela falta de investimento, o Metrô, em 80 ocasiões teve que operar com velocidade reduzida. Desde 2007, foram 99 panes graves no Metrô e 124 nas estações da CPTM. O mais recente, que culminou na paralização das operações metro ferroviárias desta quarta, foi a colisão entre dois trens da linha vermelha. Outro triste episódio que vale ser lembrado, é a cratera do Metrô que matou 7 pessoas. Mais um caso sem as devidas investigações e punições.

Atraso e falta de manutenção

Dos 11 contratos assinados para realização de melhorias e reformas, oito tiveram de ser prorrogados pois o governo tucano não teve capacidade de adminstrar.

Escândalo Alstom

Em 2010 foi denunciado um esquema de suborno feito por multinacionais em obras do Metrô de São Paulo. Um ex-funcionário das empresas revelou que diretores da CPTM e do Metrô receberam propina das Alstom e da Siemens, por meio de superfaturamento em novos contratos feitos sem licitação. Desde 2008, pelo menos 34 milhões de franco franceses teriam sido pagos de propinas as autoridades do governo tucano para que fosse assegurados os contratos. As obras da linha Lilás, no valor de R$ 4 bilhões foram suspensas.

No MP ainda correm as investigações sobre o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. E hoje nem vamos falar da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que trouxe à tona um esquema milionário de pagamento de propina e favorecimento de empresas privadas, outro escândalo abafado por José Serra e os veículos amigos de comunicação.

A desculpa de sempre e o cinismo tucano

Geraldo Alckmin declarou os problemas no Metrô e na CPTM são normais e que a população está sendo prejudicada por manobras político-eleitoreiras.

Não são capazes de negociar, administrar crises, nem de assumir suas falhas. O discurso tucano simplesmente desqualifica os metroviários, e ainda tentam tirar proveito eleitoral, jogando a população contra o sindicato e, por tabela, o PT.

 

http://www.sejaditaverdade.net/



Escrito por mauricio às 09h51
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DO SEM FRONTEIRAS

Demóstenes Torres adota comportamento de capo mafioso

 

Durante anos, o senador Demóstenes Torres colocou-se em panos de Varão de Plutarco na defesa da ética, da probidade, do aumento das penas  e contra a criminalidade organizada.
 
O passar do tempo incumbiu-se de demonstrar que Demóstenes não era um Varão de Plutarco, mas um farsante.
 
Na realidade, era o “tartufo” da consagrada obra do francês Molière.
 
Em duas operações da Polícia Federal — uma delas engavetada por mais de dois anos pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel — comprovou-se a ligação do senador Demóstenes com a organização criminosa cujo chefe era Carlinhos Cachoeira.
 
Hoje, perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) voltada a apurar os tentáculos da organização delinquencial de Cachoeira, o senador Demóstenes mostrou, como já havia ocorrido no seu depoimento longo, mentiroso e inconsistente, à Comissão de Ética do Senado, mais uma das suas facetas. Demóstenes adota o comportamento de capo (chefe) mafioso.
 
Um mafioso à siciliana. Sem o terno listrado, o par de sapatos bicolor nem o charuto cubano. O mafioso siciliano se veste discretamente e, no máximo, calça o anel de família. Demóstenes estava com vestes discretas e, pelo misticismo apresentado em pronunciamento estudado, parecia pronto para a primeira comunhão.
 
Todo o capo da Cosa Nostra, quer da siciliana quer da máfia sículo-norte-americana, apresenta-se em audiências públicas, perante a Justiça ou no Parlamento, como homem que observa com rigor os preceitos bíblicos e os do Novo Testamento.
 
No maxiprocesso decorrente do trabalho do juiz Giovanni Falcone, dinamitado pela Cosa Nostra, vários capi-mafia (chefões da Máfia) foram ouvidos. Todos, sem exceção, portavam e expunham para que todos vissem um exemplar da Bíblia ou exagerados rosários, com um enorme crucifixo pendurado.
 
Antes de mergulhar em profundo silêncio e de modo a não responder às perguntas acusatórias, os supracitados capi mafiosos falavam sobre Deus e faziam ecoar nas salas das audiências dos Tribunais colocações místicas. Demóstenes, no depoimento à CPMI, quis passar a imagem de místico e valoroso: “Aproximei-me muito dos homens e afastei-me de Deus”.
 
 Numa síntese apertada, Demóstenes apresentou um novo personagem, uma vez que já despojado das vestes de Varão de Virago. Fez o tipo papa-hóstia, rato de sacristia, dono de franchising evangélica ou de um falso demiurgo enquadrável no Código Penal.
 
Demóstenes não quis ajudar na apuração da CPMI. Protegeu Cachoeira, que disse não saber que comandava a jogatina organizada na Goiás onde Demóstenes foi delegado de polícia, secretário de segurança pública, promotor criminal e procurador da Justiça. Tudo antes de chegar ao Senado.
 
Como desculpa esfarrapada, Demóstenes ofertou aos membros da CPMI, como se não pudessem requisitar,  o relato dado à Comissão de Ética onde é acusado de faltar com a verdade em manifestação no Parlamento sobre a legalização dos jogos eletrônicos de azar.
 
Em outras palavras, Demóstenes não engana mais ninguém. Agora,  comporta-se como um mafioso. Um capo silencioso, religioso e de valores supremos.
 
Certa vez, acompanhei o depoimento de um capo-mafia. Ele já havia integrado o órgão de cúpula, a comissão de governo,  da Cosa Nostra siciliana. Esse capo-mafia, Antonino Salamone, levou um exemplar da Bíblia, disse que era muito religioso e se recusava, pelos seus valores morais, a responder acusações infundadas. Não respondeu a nenhuma pergunta formulada pelo juiz em depoimento numa carta-rogatória da Justiça italiana.
 
Outro, Bernardo Provenzano, ex-chefe-dos-chefes (capo dei capi) da Cosa Nostra siciliana, mandava ordens por meio de bilhetes. E cada destinatário era identificado pelo número de um versículo bíblico. Num exemplo da classificação de Provenzano, Demóstenes poderia ser o versículo 171.
 
Pano rápido. Demóstenes tem a esperança de não será cassado. Aposta no voto secreto e já se aproximou de Renan Calheiros, que antes reprovava.
 

Wálter Fanganiello Maierovitch- 

 

http://terramagazine.terra.com.br/semfronteiras/blog/2012/05/31/demostenes-torres-adota-comportamento-de-capo-mafiso/



Escrito por mauricio às 09h45
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DA CARTA MAIOR

A toga, a língua e o caçador de blogs

Escudado na proteção republicana da toga, o ministro Gilmar Mendes desnudou uma controversa agenda política pessoal na última semana de maio. Onipresente na obsequiosa passarela da mídia amiga, lacrou seu caminho na 6ª feira declarando-se um caçador de blogs adversários de suas ideias e das ideias de seus amigos. Em preocupante equiparação entre a autoridade da toga e a arbitrariedade da língua, Gilmar decretou serem inimigos das instituições republicanas todos aqueles que contestam os seus malabarismos discursivos, a adequar denúncias a cada 24 horas, num exercício de convencimento à falta de testemunhas e fatos que as comprovem.

A fragilidade desse discurso impele-o agora ao papel de censor a exigir da Procuradoria Geral da República, e do ministro Mantega, que sufoque blogs adversários asfixiando-os com o corte da publicidade oficial. Sobre veículos que incluem entre suas fontes e 'colaboradores informais', notórios acusados de integrar quadrilhas do crime organizado, o ministro nada observa em relação à presença da publicidade oficial. Cabe ao governo Dilma dar uma resposta ao autonomeado censor da República.

O ataque da língua togada contra a imprensa crítica não é aleatório. O dispositivo midiático conservador vive em andrajos de credibilidade e pautas. A semana final de maio estava marcada para ser um desses picos de desamparo, na despedida humilhante de seu herói decaído. E de fato o foi: em depoimento no Conselho de Ética do Senado, na 3ª feira, o ex-líder dos demos na Casa, Demóstenes Torres, deixaria gravado no bronze dos falsos savonarolas a lapidar confissão de que um chefe de quadrilha pagava as contas, miúdas, observaria, de seu celular. E ele, o centurião da moralidade, a direita linha dura assim cortejada pela língua togada e pelo aparato conservador --quem sabe até para vôos maiores em 2014--, não viu nenhum tropeço ético nesse pequeno mimo que elucida todo um perfil.

O fecho de carreira do tribuno goiano contaminaria as manchetes que ele tantas vezes ancorou à direita não fosse a providencial intervenção da língua amiga do ministro do STF, Gilmar Mendes. Na mesma 3ª feira desde as primeiras horas da manhã, lá estava ela a falar pelos cotovelos. Diuturnamente, contemplou a orfandade da mídia amiga naquele dia cinzento. A cada qual ofereceu uma frase brinde para erguer a moral da tropa e justificar a manchete com o carimbo 'exclusivo' no alto da página. Não se poupou. O magistrado, não raro em destemperados decibéis, esfregou na opinião pública recibos e documentos que comprovariam o pagamento, com recursos próprios --'tenho-os para umas três voltas ao mundo'-- de seu giro europeu, em abril de 2011, onde se encontraria com o herói decaído da linha dura, Demóstenes Torres.

Sua língua foi peremptória em alguns momentos, na mais pura tradição liberal que o distingue: 'Vamos parar com essas suspeitas sobre viagens", determinou. Para depois admitir em habilidosa antecipação: por duas vezes utilizou carona aérea do amigo Demóstenes; por duas vezes voou sob os auspícios do amigo que não possui veículo aéreo próprio; do amigo que não paga nem as contas de celular. Contas miúdas, diga-se, a revelar uma intimidade ímpar, sustentada pela ubíqua carteira gorda de acusados de integrar o condomínio criminoso goiano.

Gilmar estava determinado a servir de redenção ao dispositivo midiático demotucano num dia tão aziago. Não desapontou amigos, ainda que tenha escandalizado parte do país. Ofensivo, execrou os blogs e sites críticos --ah, esses sim, bandidos e gangsters-- que arguiram e ainda arguem as fronteiras da identidade de valores que aproximou o magistrado do senador decaído.

Fez mais ainda: acusou Lula de ser a central de boatos contra ele para 'melar o julgamento do mensalão' --como se o ex-presidente Lula não pudesse, não devesse ter opinião sobre fatos relevantes da vida política nacional --prerrogativa que outros ministros de toga serena não contestam e legitimam. Ao jornal O Globo, na linha da frase à la carte, facilitou a manchete pronta para dissolver a terça-feira de cinzas do conservadorismo: 'O Brasil não é a Venezuela onde Chávez manda prender juiz'. O jornal retribuiu a gentileza: abriu manchete garrafal em duas linhas no alto da página. Um contrafogo sob medida à humilhante baixa no Senado. Incansável, a língua foi provendo xistes e chutes a emissários de redações sedentas, mas cometeu alguns deslizes na sofreguidão de remodelar os fatos a sua conveniência e desfrute.

Esqueceu que um pilar de sua versão sobre a famosa conversa com Lula --origem de toda celeuma que descambou em ataque à liberdade de imprensa-- residia nos pequenos detalhes que fazem a veracidade do bom contador; um deles, o cenário: a cozinha. Teria sido naquele recinto profano do escritório do ex-ministro Nelson Jobim, abrigado de qualquer solenidade e sem a presença do anfitrião, que ocorrera o assédio moral inesperado de um Lula chantageador contra um Gilmar irretocável.

Quadro perfeito. Exceto pelo fato de não se sustentar nem mesmo no matraquear do interessado. Sim o mesmo Mendes, magistrado acossado por um Lula irreconhecível na cozinha, suprimiu o precioso cenário despido de testemunhas na versão apresentada ao jornal Valor do dia 30-05 quando afirmou literalmente: 'Jobim esteve presente durante todo o tempo'. Como? E a cozinha? E a privacidade a dois que lubrificou o assédio?

Evaporou-se na nova versão: Jobim estava presente o tempo todo, afirmou em contradição ostensiva. Mas por um bom motivo do narrador: desferir no ex-ministro de FHC e ex- presidente do STF uma punhalada em retribuição ao desmentido categórico do anfitrião para seu relato original do episódio à indefectível VEJA. No mesmo Valor, Gilmar insinuaria ainda que Jobim pode tê-lo chantageado ao mencionar um desafeto: Paulo Lacerda. Ex-dirigente da ABIN, Lacerda foi demitido em 2008 depois que Gilmar denunciou uma suposta escuta da PF, nunca comprovada, em seu escritório. Só na 5ª feira o entendimento da investida contra Jobim ficaria completo: Serra, o candidato predileto do conservadorismo, amigo de Gilmar e de outros da mesma cepa, prestou-se à colaborar com Veja; desinteressadamente, claro, a exemplo do que tantas vezes fez desinteressadamente também o colaborador Dadá, aparaponga de aluguel do esquema Cachoeira. Serra incitou o amigo Jobim a falar com a revista sobre o encontro.

Ao deduzir a trama, Jobim tirou a escada de VEJA e deu o troco: desmentiu Gilmar no Estadão e confirmou a Monica Bergamo, da Folha, o que tantos sabem: Serra não falha; sua biografia de bastidores está, esteve e estará sempre entrelaçada a golpes e denúncias que contemplem a regressividade udenista da qual VEJA constitui a corneta mais atuante e Gilmar --à falta de outros, detidos ou descartados pelas urnas-- a nova língua do agressividade lacerdista.

Diante do maratonismo verbal não sobraria fôlego aos jornais e jornalistas amigos para conceder ao leitor um pequeno espaço de reflexão sobre a momentosa semana final de maio, pausa todavia ainda mais necessária à medida em que versões assentam e as dúvidas emergem em contornos mais nítidos. Ademais da evanescente cozinha do escritório do ex-ministro Nelson Jobim, outros pontos de dissipação merecem retrospecto. Por exemplo:

a) a reportagem publicada por Carta Maior no dia 29-04 " Cachoeira arruma avião para Demóstenes e 'Gilmar' --com aspas por conta da identificação incompleta do ilustre viajante e um dos motivos da fluvial verborragia togada, não tratava de pagamento de vôo a Berlim pelo esquema Demóstenes/Cachoeira;

b) o texto, conciso e claro baseado em escutas públicas da PF teve como foco uma 'carona aérea' no trecho SP-Brasília, solicitada ao esquema Cachoeira para o dia 25-04 de 2011;

c) as tratativas telefônicas da quadrilha Cachoeira apontam que os passageiros da carona viriam da Alemanha e seriam, respectivamente, Demóstenes e 'Gilmar' ;

d) a data da chegada a São Paulo é a mesma do retorno informado pelo próprio Gilmar Mendes em seu rally jornalístico;

e) o horário de chegada do seu vôo originário da Alemanha guarda proximidade com aquele informado à quadrilha. Essas as coincidências notáveis. A partir daí os fatos e comprovantes apresentados por Gilmar Mendes desmentem que ele tenha utilizado a dita carona solicitada à quadrilha, fato que Carta Maior noticiou imediatamente após os esclarecimentos do magistrado. O desencontro entre essas evidências e as providencias tomadas pela quadrilha Cachoeira, todavia, autoriza uma indagação que não se dissolve no aluvião verborrágico da semana, a saber: quantos Gilmares havia em Berlim com Demóstenes Torres? E, mais que isso: quem seria o 'Gilmar' cuja inclusão na carona, aparentemente desativada, não causou qualquer surpresa a Cachoeira, que nas escutas reage à menção do nome e da presença como algo se não habitual, perfeitamente compatível com a extensão de seus tentáculos e zonas de influência?

Carta Maior reserva-se o direito de continuar praticando um jornalismo crítico e auto-crítico, comprometido única e exclusivamente com a democracia e as aspirações progressistas da sociedade brasileira, abraçadas pela ampla maioria de seus leitores. Isso naturalmente a coloca na margem oposta daqueles que até ontem consideravam Demóstenes Torres, seus valores, agendas, contas de celular e caronas em jatinhos uma referência ética e republicana.

Fiel aos compromissos com o seu leitor Carta Maior cumpre a sua obrigação de manter em pauta algumas perguntas ainda sem resposta satisfatória: quantos gilmares havia em Berlim? Quantos gilmares havia no escritório de Jobim (um na cozinha e um na sala)? Mas, sobretudo, quantas ameaças de fuzilamento da liberdade de expressão, da parte do novo caçador de blogs, serão necessárias para que os partidos democráticos e o governo tomem a iniciativa de desautorizá-lo? Não só em palavras, mas na urgente democratização -transparente, ancorada em critérios isentos-- da publicidade oficial, antes que seja tarde.

Postado por Saul Leblon às 14:44

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=998



Escrito por mauricio às 20h50
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